Brasileiras lideram ranking de sustentabilidade das 50 maiores empresas latino-americanas

A Management & Excellence (M&E), empresa de consultoria estratégica que atua há mais de oito anos no Brasil, anuncia, em parceria com a revista Latin Finance, o resultado do “Corporate Study: a Sustentabilidade nas Maiores Empresas da América Latina”, que avalia a melhor performance em sustentabilidade, responsabilidade social e governança corporativa das 50 maiores empresas latino-americanas. As companhias brasileiras lideram o ranking, com a CPFL na primeira posição, seguida respectivamente pela Petrobrás, Embraer e TAM. Usiminas e Eletropaulo dividem a quarta posição com Cemex, do México, e Perdigão e Vivo estão na quinta colocação ao lado do Wal Mart do México.

A pesquisa realizada pela M&E, que se tornou uma referência na América Latina, contou com empresas do Brasil, México, Argentina, Chile, Peru e Venezuela. Foram avaliados 140 critérios nas três áreas (governança, sustentabilidade e responsabilidade social), cruzando indicadores financeiros, análise de riscos e processos, regras de governança e de gerenciamento, auditorias, ações na área social e ambiental, entre outros pontos. No quesito sustentabilidade, além de ações de longo prazo e compliance, o estudo da M&E engloba transparência, responsabilidade ambiental e ética – principalmente após os prejuízos causados pela crise econômica mundial.

Segundo William Cox, CEO da Management & Excellence, o ranking é resultado do equilíbrio entre análise financeira, social e ambiental, avaliando a empresa em seu conjunto. “A pesquisa revela o que é realmente importante, por exemplo, o balanço de riscos e processos – e não apenas os indicadores financeiros”, explica Cox. As empresas devem passar por auditorias externas e não sofrer influências familiares, contando com indicadores reconhecidos internacionalmente como o Bovespa, ILO, OECD, Global Compact, Millenium Goals, NYSE, Global Reporting Initiative (GRI), entre outros.

Essa é a terceira vez consecutiva que o Brasil tem um maior número de empresas brasileiras avaliadas no ranking, sendo que, desta vez, 23 delas se destacaram, em comparação a 25 em 2008. Com 16 empresas no ranking, o México foi o segundo país com mais companhias listadas, seguido pela Argentina, com três.

A CPFL conquistou destaque especial porque, além de liderar o ranking geral e manter o resultado de 2008, posicionou-se em primeiro lugar nos três quesitos analisados. Por sua vez, Petrobrás, Embraer, Eletropaulo, Usiminas, Vivo, Telemar, Eletrobras e TIM galgaram muitas posições em relação ao estudo de 2008, apresentando grande evolução dos indicadores (veja o ranking completo abaixo).

Realizada pela terceira vez na América Latina, a pesquisa da M&E forma um verdadeiro benchmarket de vários setores como alimentos e bebidas; comércio; energia; petróleo e gás; mineração; químico; siderurgia e metalurgia; transporte, telecomunicação e varejo. Entre os 10 setores os que mais se destacaram estão: varejo, telecomunicações, alimentos e bebidas.

Utilizando o método de considerar “somente os fatos” (Facts Only) e com uma abordagem conservadora, a Management & Excellence atinge um alto grau de precisão, reduzindo ao mínimo a subjetividade e analisando a fundo a atuação das empresas. Tanto é que alguns resultados surpreendem. “Por meio do critério de Responsabilidade Social Corporativa, concluímos que, das 42 organizações que realizam projetos sociais nas comunidades, apenas 7 conseguem ligar essas ações diretamente ao negócio”, conta Cox. “E de todas as empresas, somente 6 estão comprometidas com a Declaração Universal dos Direitos Humanos.”

“Além de abordar a comunicação, essa versão da pesquisa amplia a análise ao incluir critérios que tratam da transparência das empresas. Tal adaptação se deve à crise internacional iniciada no ano passado, quando pudemos perceber que, mesmo empresas com alto grau de compliance com normas legais, poderiam ser de alto risco. Assim, aumentamos o número de critérios que valorizam a transparência de informações importantes sobre o negócio e a empresa, que também podem servir de ferramenta para analistas e investidores”, conta Angélica Blanco, diretora da M&E no Brasil.

Muitas organizações ainda revelam suas informações financeiras por conta de razões legais ou para atrair investidores, em detrimento de dados econômicos relevantes. Em relação à governança corporativa, inúmeras companhias ainda têm foco numa política básica, enquanto há a necessidade de um comprometimento profundo dos executivos para que haja uma disseminação no dia a dia dos negócios da organização, conclui a M&E no estudo.

Fonte:  Blog Empresa Verde – Época Negócios

Projetos Sociais e Empresas

A sociedade, ao refletir sobre a parcela de responsabilidade social cabível às empresas, tem alcançado grandes conquistas. A principal delas é que as empresas começam a reconhecer que são responsáveis pelo que fazem ao ambiente em que estão inseridas e partem do princípio básico de que o que tiram devem devolver.

A responsabilidade social empresarial (RSE) pode ser efetuada através de pequenos projetos sociais internos ou externos à empresa. Os internos atendem aqueles que se relacionam diretamente com a empresa, os chamados stakeholders, como: funcionários, acionistas, clientes, fornecedores, comunidade etc. Ações simples, como o estabelecimento do código de ética, podem auxiliar a iniciar o processo de integração da responsabilidade social aos valores da empresa.

A RSE não se restringe a execução de projetos sociais apenas, é uma nova forma de administrar e produzir recursos de forma sustentável. Isso quer dizer que a RSE vai do microambiente (as instalações da empresa e seus stakeholders) até o macroambiente (a cidade, o estado ou o país a que pertence).

São consideradas ações externas os projetos sociais executados por intermédio de outra organização, a exemplo do financiamento de projetos de ONG’s (Organizações Não Governamentais). A marca da empresa aparece como patrocinadora do projeto, estando presente nas ações de comunicação e divulgação do projeto, fortalecendo sua imagem como empresa socialmente responsável.

Esses projetos sociais podem ser considerados como parte do conjunto de realizações da empresa, com parceria ou não de outras empresas apoiadoras. Mais que isso, devem se tornar um hábito, parte da cultura empresarial, como requisito para uma gestão responsável e contributiva.

Texto originalmente publicado em evelyneleandro.wordpress.com no dia 05 de fevereiro de 2008.

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